Petrobras defende aumento da oferta de gás e alerta para impactos do gas release no Sergipe Oil & Gas

Postado em 31/07/2026

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A diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, defendeu, nesta quarta-feira (29/7), durante a palestra de abertura do Sergipe Oil & Gas, que a ampliação da oferta de gás natural é o principal caminho para aumentar a competitividade do mercado e reduzir os preços ao consumidor.
 
A executiva apresentou o posicionamento da companhia sobre o gas release, um mecanismo regulatório que obrigaria empresas com elevada participação de mercado a disponibilizar parte de sua oferta para concorrentes, e alertou para os impactos que a medida pode trazer aos investimentos no setor.
 
Segundo a executiva, a Petrobras compartilha o objetivo de ampliar a competitividade do mercado e reduzir o preço do gás natural no país, mas estudos técnicos indicam que o gas release não é, neste momento, um instrumento adequado, necessário ou proporcional, uma vez que o processo de desconcentração do mercado já ocorreu no Brasil.
 
A diretora afirmou que a desconcentração do setor aconteceu nos últimos anos, com a participação da Petrobras na comercialização de gás caindo de 100% para 56% em menos de cinco anos. Atualmente, além da Petrobras, outros 31 agentes comercializam gás no Brasil e, enquanto a Petrobras tem 65 contratos de compra e venda de gás, terceiros têm mais de 180.
 
“Esse cenário demonstra um nível de abertura do mercado superior ao observado em países da Europa, tornando a adoção da medida desnecessária no atual estágio do mercado brasileiro”, comparou a executiva, ao afirmar que é possível ampliar a participação de outros agentes no mercado sem a necessidade de novas intervenções regulatórias.
 
O entendimento é que o gas release não cria oferta, nem garante a redução do preço da molécula. A forma mais eficiente de tornar o insumo competitivo é ampliar a produção nacional, destacou Sylvia.
 
Ao abordar os investimentos necessários para o desenvolvimento da produção de gás offshore, a diretora defendeu que "não é possível justificar um investimento sem a segurança de que será possível comercializar aquilo que foi produzido", afirmou.

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